domingo, 5 de junho de 2016

A historia do Hip Hop

                              
  Para abordar o Hip Hop torna-se essencial resgatar, de forma sucinta, a origem do funk, pois essa forma de música surgiu da música negra americana, o “Rhythym and Blues”, rotulada como “race music” até cair no gosto popular dos jovens brancos americanos. Houve a partir da década de trinta, uma grande migração da população negra que vivia no sul do país, para os centros urbanos do norte dos Estados Unidos e que necessitava, emergencialmente, de trabalho. Neste período o Blues absorve instrumentos elétricos dando origem ao Rhythm’d Blues, que conseqüentemente mistura-se com a música gospel protestante, resultando no “Soul”, cuja tradução é “alma”. Na década de sessenta o Soul passa a ser a música de protesto dos movimentos em favor dos direitos civis dos negros, tornando-se a “black music” americana. Na luta por uma real cidadania, eles começam a fazer uso da palavra “funky” (fedorento), muito utilizada por seus agressores. Desta forma o Funky passa ser uma forma de atitude e identidade negra no vestir, falar, dançar, enfim, viver.
Na década seguinte, anos setenta, a mídia no Brasil se apropria desse estilo e passa a comercializa-lo, projetando o estilo “Black Power” com Gerson King Combo. Uma espécie de James Brown à brasileira. O Rio de Janeiro, por concentrar a maior mídia de massa da época, aglomera grandes equipes de som, como as “Soul Grand” e “Furacão 2000”, com realização de grandes bailes na zona sul e subúrbio da cidade. A imprensa batizou este movimento ao orgulho negro de “Black Rio”, entrando a década de oitenta sacudindo clubes, discotecas e casas noturnas das grandes capitais brasileiras.
Nos Estados Unidos, paralelamente, em Nova Iorque e Detroit, estava acontecendo uma reação ao movimento Black Power. Começa a surgir um dos primeiros elementos estéticos da cultura Hip Hop: o RAP (Rhythm And Poetry). Com a criação e comércio desacelerado dos CDs (compact disc), a classe média americana começa a se desfazer de seus toca-discos de vinil, então os jovens desempregados os recolhem e os reciclam, produzindo novos sons com esses vinis, criando o “stracting”, que é arranhar a agulha no disco de vinil no sentido anti-horário, o “phasing”, alterando a rotação do disco, e o “needle rocking”, a produção de eco entre duas picapes. Desta forma é lançada a base musical, ou melhor, o “break beats”, do rap. Esses DJs (disc jockeys) produziam seus sons nas ruas e becos, desta forma proporcionando o surgimento do movimento Hip Hop, que passou a unir a break dance, o rap, o graffiti, e o estilo b-boy (b-girl) com suas grifes esportivas.
O Hip Hop chega ao Brasil, vindo da Florida (EUA), pelo ritmo “Miami Bass” de músicas com batidas rápidas e erotizadas, mas este ritmo aqui foi batizado de “Funk”, uma retomada ao movimento anterior. Duas vertentes vão surgir neste estilo que acaba de chegar às comunidades de baixa renda. Uma atente a demanda da produção midiática, à cultura de massa, liderada por um grupo de pessoas que visam o lucro com esta produção, oferecendo a população uma forma de diversão e de passar o tempo. Enquanto que a outra vertente, o Hip Hop, propõe uma ação de protesto político e social para o exercício da cidadania. O termo Hip Hop tem na sua etmologia as danças da década de setenta, em que se saltava (hop) e movimentava os quadris (hip). Mas também há registros de que tenha sido criado por Afrika Bambaataa (Kevin Donovan).
O Rap (Rhythm And Poetry) tem sua origem nos “Sound Systems” da Jamaica, muito utilizados por lá na década de sessenta, uma espécie de carro de som onde o “toaster” (como o MC atual) discursava sobre os problemas socioculturais e políticos do seu povo. Em busca de trabalho, na década de setenta, esses toasters migraram para os Estados Unidos, e lá contribuíram para o surgimento do Rap. A linguagem do Rap possibilitou aparecer novos cantores, grupo musicais e mestres de cerimônia, os MCs, importantíssimos nos bailes funks e nas apresentações de Rap.
A Break Dance é a linguagem artística dentro do Hip Hop praticada pelos b-boys e b-girls, os adoradores de grifes esportivas. Este estilo de dança surgiu com a quebra da bolsa de valores dos Estados Unidos, em 1929, quando acontece o desemprego em massa. Os artistas dos cabarés americanos foram para as ruas fazerem seus números de música e dança, em busca de dinheiro. Daí surge a “Street Dance” (Dança de Rua), porém com uma estética própria daquela época. A break dance baseia-se na performance do dançarino, na sua capacidade de travar e quebrar os movimentos leves e contínuos. Ela é uma estética específica dentro da Dança de Rua (Street Dance) que possui característica de enfrentamento, protesto e/ou performance em grupo, mas permitindo que em determinado momento da apresentação alguém possa improvisar com a sua habilidade em break dance.
Outra expressão artística marcante no movimento Hip Hop é o “Graffiti”, que em parte tem a ver com a pichação, isto porque no surgimento do Hip Hop o graffiti servia para demarcar becos, muros e trens nas grandes metrópoles. Com a essência do movimento Hip Hop, nos anos oitenta, essas demarcações foram se transformando em verdadeiros murais de obras de arte. Hoje há uma nítida diferença entre o graffiti e a pichação, inclusive pela ilegalidade e vandalismo do segundo. O movimento Hip Hop tem sido respeitado por uma grande parcela da sociedade brasileira. Mérito alcançado pelos líderes conscientes deste movimento no Brasil.

   Documentário:




 

sábado, 4 de junho de 2016

Conheça 10 tecnologias que podem mudar muita coisa!

Aqui estão 10 tecnologias que podem mudar muita coisa. São elas:
- Bioestampa
- Impressão de órgãos
- Novo gesso
- Nanorobótica
- Reconhecimento de voz
- Inteligência artificial
- Exploração do espaço
- Óculos tridimensionais
- Exoesqueleto
- Bicicletas do futuro

Assista ao vídeo abaixo para poder conhecer e entender melhor:

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=2l_5KZ8inc4
Larissa S.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Copa América 2016

Copa América 2016 Centenário 




Chegou a hora de celebrar os 100 anos da Copa América em grande estilo, de conferir o talento das dezesseis seleções que participam da Copa América Centenário, celebrada de 3 a 26 de junho de 2016, em vários estádios dos EUA. Compre ingressos para a Fase de Grupos - Copa América Centenário 2016 e esteja presente na primeira etapa da competição.
O torneio comemora um século de um dos campeonatos mais importantes do continente levando equipes como Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e México aos gramados estadunidenses. Nesta etapa, há quatro grupos, cada com com quatro times. Se você é fã do esporte e quer ver jogaços ao vivo, corra!


Todos os jogos da Fase de Grupos


Bate-Boca aflora Rivalidades em Coletiva de Imprensa Do UFC 199

"Eu sabia que essa seria uma boa coletiva de imprensa", disse o presidente do UFC, Dana White, sem segurar a risada. 

De fato, uma troca de farpas intensa é o mínimo que se espera quando Dominick CruzUrijah FaberLuke Rockhold e Michael Bisping se reúnem no mesmo palco para atender a imprensa, e foi exatamente isso o que aconteceu nesta quinta-feira (2), durante a coletiva oficial do UFC 199. 

Logo da primeira resposta do evento, Bisping, que enfrenta Rockhold pelo título dos pesos médios e é conhecido pela língua afiada, deu o tom. 

"Uma fonte próxima ao UFC que deve permanecer anônima me disse isso. O Luke gosta de dizer que está em outro nível, que é o melhor. Se é o caso, então ele é um mentiroso, porque ele se recusou a enfrentar o Ronaldo Jacaré. Eu não recusei essa luta. Duas semanas, dois dias, duas horas, não me importa. Eu aceito lutar contra qualquer um, e certamente aceitaria contra esse c...", alfinetou o desafiante. 

A partir daí, o bate-boca começou. Entre provocações, réplicas e tréplicas infinitas, os dois atletas, que representam parte do que há de melhor nos 84kg, deixaram bem claro o quanto não gostam um do outro, e a vontade de vencer. Rockhold chegou a dizer até que pretende mostrar o quanto está acima de todos os outros da divisão - incluindo o ex-campeãoAnderson Silva, considerado um dos melhores de todos os tempos. 

"Bisping, eu sei que você não enxerga direito, mas pelo visto também não pensa direito. O melhor de todos os tempos? Eu vou te mostrar quem é o melhor de todos os tempos no sábado", disse o campeão. 


Voleibol

Voleibol

Brasil perde para Turquia e não tem mais chance em Montreux


A seleção feminina B do Brasil perdeu novamente, no Volley Masters de Montreux, e está eliminada da competição. Nesta quinta-feira, na Suíça, o time comandado pelo técnico Wagão foi batido pela Turquia por 3 sets a 2 (25-19, 28-26, 20-25, 25-21, 15-12) e apenas cumprirá tabela, amanhã, contra a Bélgica.

Com 27 anotações, a oposta Paula Borgo foi a principal pontuadora do Brasil. Ela marcou 26 pontos no ataque (51% de aproveitamento) e um ponto no bloqueio. A ponteira Gabi Souza, com 14 pontos, foi a segunda pontuadora da seleção, seguida da central Mara, com 13. A oposta Polen Uslupehlivan, com 28 pontos, foi a maior anotadora do jogo.

A Turquia assinalou mais pontos em todos os fundamento. No ataque, o placar foi 66 a 60 para as turcas. No bloqueio, 18 a 16 (Mara foi responsável por metade dos pontos brasileiros neste quesito), e, no saque, 7 a 6 (quatro anotações para a meio de rede Francyne).

Brasil e Bélgica se enfrentam na sexta-feira, a partir das 11h30. A Bélgica, se vencer por 3-0 ou 3-1, avança às semifinais. Em caso contrário, a Turquia fica com a segunda vaga do grupo – a primeira é de China.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Até quando deixaremos as pessoas morrer

Hemoal está com cerca de um terço do estoque mínimo de sangue


Hemocentro de Alagoas está com o estoque mínimo abaixo do necessário (Foto: Carla Cleto/Sesau)  O Hemocentro de Alagoas (Hemoal) informou,  que está com apenas um terço do estoque mínimo de sangue na unidade.
Segundo o Hemoal, atualmente, há 110 bolsas no local, quando o número mínimo deveria ser de 300 unidades.
O hemocentro realizara um apelo para os doadores, e explica que os tipos sanguíneos B negativo e AB negativo não têm nenhuma bolsa armazenada. A situação também é considerada crítica com B, AB e O positivo, que têm respectivamente seis, três, e 47 bolsas.
O Hemoal informa ainda que o sangue A positivo tem 40 bolsas no estoque, e o O negativo, que é doador universal, tem sete, números consideráveis razoáveis pela unidade.
“Voltamos a registrar redução drástica do número de doações de sangue e temos que estabilizar o estoque, porque estamos às vésperas de um fim de semana e próximos do feriado da Páscoa. Por isso apelamos para que os doadores voluntários possam comparecer ao Hemoal e, àqueles que nunca doaram sangue, decidam praticar este gesto solidário, que pode salvar até quatro vidas”, pediu a gerente do Hemoal, Verônica Guedes.
Para reverter o quadro, uma unidade móvel do hemocentro realiza uma coleta externa no Colégio Santíssimo Senhor, no conjunto José Tenório, localizado no bairro da Serraria. As coletas, que tiveram início pela manhã, seguem até às 16h.
Candidatos podem realizar doações em postos de Maceió e Arapiraca (Foto: Carla Cleto/ Sesau)
Doações
Para doar sangue, os voluntários devem ter entre 16 e 69 anos, e no mínimo 50 quilos. Para os candidatos menores de 18 anos, é imprescindível estar acompanhado do responsável e com o  documento de identificação original dele.
As pessoas que já tiveram doença de Chagas, Aids, sífilis e hepatite após os 11 anos de idade, não podem doar sangue.
Para realizar as doações, os voluntários podem ir à sede do Hemoal, localizada na Rua Dr. Jorge de Lima, no Trapiche da Barra, em Maceió. O órgão funciona das 7h às 18h, de segunda a sexta-feira, e entre 8h e 12h aos sábados.
Na capital, as doações também podem ser realizadas no Hemoal Farol, situado ho Hospital do Açúcar. O local funciona entre 8h e 11, de segunda a sexta-feira.
No interior do estado, o Hemocentro Regional de Arapiraca (Hemoar), no Agreste do Estado, recebe doações de segunda a sexta-feira, entre 8h e 12, e 14h e 18h. O Hemoar fica localizado na Rua Dr. Geraldo Barbosa, no centro da cidade.
O aconselhável pelo Hemoal para repetir a doação é no intervalo de dois meses, para os homens, e de três meses para as mulheres. As gestantes e lactantes podem realizar a doação.
#DOESANGUE
#SALVEVIDAS
                                                                     Equipe Saúde

Leucemia Aguda!

A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos) de origem, na maioria das vezes, não conhecida. Ela tem como principal característica o acúmulo de células jovens (blásticas) anormais na medula óssea, que substituem as células sangüineas normais. A medula é o local de formação das células sangüíneas, ocupa a cavidade dos ossos  (principalmente esterno e bacia) e é conhecida popularmente por tutano. Nela são encontradas as células mães ou precursoras, que originam os elementos figurados do sangue: glóbulos brancos, glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e plaquetas.

Os principais sintomas da leucemia decorrem do acúmulo dessas células na medula óssea, prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos (causando anemia), dos glóbulos brancos (causando infecções) e das plaquetas (causando hemorragias).Depois de instalada, a doença progride rapidamente, exigindo com isso que o tratamento seja iniciado logo após o diagnóstico e a classificação da leucemia.
Segundo as Estimativas de Incidência de Câncer no Brasil para 2006, publicadas pelo INCA, as leucemias atingirão 5.330 homens e 4.220 mulheres este ano.

  
O tipo de leucemia mais freqüente na criança é a leucemia linfóide aguda (ou linfoblástica). A leucemia mielóide aguda é mais comum no adulto. Esta última tem vários subtipos: mieloblástica (menos e mais diferenciada), promielocítica, mielomonocítica, monocítica, eritrocítica e megacariocítica
SCIENTIFIC AMERICAN: Special Issue. New York. Scientific American, Inc, v.04, nº 01, 1993. 63 p.
Diagnóstico
As manifestações clínicas da leucemia aguda são secundárias à proliferação excessiva de células imaturas (blásticas) da medula óssea, que infiltram os tecidos do organismo, tais como: amígdalas, linfonodos (ínguas), pele, baço, rins, sistema nervoso central (SNC) e outros. A fadiga, palpitação e anemia aparecem pela redução da produção dos eritrócitos pela medula óssea. Infecções que podem levar ao óbito são causadas pela redução dos leucócitos normais (responsáveis pela defesa do organismo).

HOFFBRAND, A. V.; PETTIT, E. J. Clinical Haematology: Second Edition, Sandoz Atlas. Switzerland: Mosby-Wolfe, 1994. 285 p. Fig 13.26
Verifica-se tendência a sangramentos pela diminuição na produção de plaquetas (trombocitopenia). Outras manifestações clínicas são dores nos ossos e nas articulações. Elas são causadas pela infiltração das células leucêmicas nos ossos. Dores de cabeça, náuseas, vômitos, visão dupla e desorientação são causados pelo comprometimento do SNC.
HOFFBRAND, A. V.; PETTIT, E. J. Clinical Haematology: Second Edition, Sandoz Atlas. Switzerland: Mosby Wolfe, 1994. 285 p. Fig 13.24
A suspeita do diagnóstico é reforçada pelo exame físico. O paciente pode apresentar palidez, febre, aumento do baço (esplenomegalia) e sinais decorrentes da trombocitopenia, tais como epistaxe (sangramento nasal), hemorragias conjuntivais, sangramentos gengivais, petéquias (pontos violáceos na pele) (Fig. 5) e equimoses (manchas roxas na pele) (Fig. 6). Na análise laboratorial, o hemograma estará alterado, porém, o diagnóstico é confirmado no exame da medula óssea (mielograma).


Tratamento
Como geralmente não se conhece a causa da leucemia, o tratamento tem o objetivo de destruir as células leucêmicas, para que a medula óssea volte a produzir células normais. O grande progresso para obter cura total da leucemia foi conseguido com a associação de medicamentos (poliquimoterapia), controle das complicações infecciosas e hemorrágicas e prevenção ou combate da doença no sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Para alguns casos, é indicado o transplante de medula óssea. O tratamento é feito em várias fases. A primeira tem a finalidade de atingir a remissão completa, ou seja, um estado de aparente normalidade que se obtém após a poliquimioterapia. Esse resultado é conseguido entre um e dois meses após o início do tratamento (fase de indução de remissão), quando os exames não mais evidenciam células leucêmicas. Isso ocorre quando os exames de sangue e da medula óssea (remissão morfológica) e o exame físico (remissão clínica) não demonstram mais anormalidades.
Entretanto, as pesquisas comprovam que ainda restam no organismo muitas células leucêmicas (doença residual), o que obriga a continuação do tratamento para não haver recaída da doença. Nas etapas seguintes, o tratamento varia de acordo com o tipo de leucemia (linfóide ou mielóide), podendo durar mais de dois anos nas linfoides e menos de um ano nas mieloides. São três fases: consolidação (tratamento intensivo com substâncias não empregadas anteriormente); reindução (repetição dos medicamentos usados na fase de indução da remissão) e manutenção (o tratamento é mais brando e contínuo por vários meses). Por ser uma poliquimioterapia agressiva, pode ser necessária a internação do paciente nos casos de infecção decorrente da queda dos glóbulos brancos normais pelo próprio tratamento.

Principais Procedimentos Médicos no Tratamento da Leucemia
1. Mielograma: É um exame de grande importância para o diagnóstico (análise das células) e para a avaliação da resposta ao tratamento, indicando se, morfologicamente, essas células leucêmicas foram erradicadas da medula óssea (remissão completa medular). Esse exame é feito sob anestesia local e consiste na aspiração da medula óssea seguida da confecção de esfregaços em lâminas de vidro, para exame ao microscópio. Os locais preferidos para a aspiração são a parte posterior do osso ilíaco (bacia) e o esterno (parte superior do peito). Durante o tratamento são feitos vários mielogramas.

2 - Punção lombar: A medula espinhal é parte do sistema nervoso, que tem a forma de cordão, e por isso é chamada de cordão espinhal. A medula é forrada pelas meninges (três membranas). Entre as meninges circula um líquido claro denominado liquor. A punção lombar consiste na aspiração do liquor para exame citológico e também para injeção de quimioterapia com a finalidade de impedir o aparecimento (profilaxia) de células leucêmicas no SNC ou para destruí-las quando existir doença (meningite leucêmica) nesse local. É feita na maioria das vezes com anestesia local e poucas vezes com anestesia geral. Nesse último caso, é indicado em crianças que não cooperam com o exame.
3 - Cateter Venoso Central: Como o tratamento da leucemia aguda pode alcançar até três anos de duração e requer repetidas transfusões e internações, recomenda-se a implantação de um cateter de longa permanência em uma veia profunda, para facilitar a aplicação de medicamentos e derivados sanguíneos além das freqüentes coletas de sangue para exames, evitando com isso punções venosas repetidas e dolorosas.
4 - Transfusões: Durante o tratamento, principalmente na fase inicial, os pacientes recebem, quase diariamente, transfusões de hemácias e de plaquetas, enquanto a medula óssea não recuperar a hemopoese (produção e maturação das células do sangue) normal.
                                                                                                                 Equipe Saúde